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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Só poema

Essa voz de cetim, perpassada em Jasmin
Encalda um sorriso de amor
Em turbilhões de canções, pele empele; são êxtases de prazer...
O que quero em verdade? congelar-me em colosso instante!

Traz pr'a nascer
que eu quero criar
em uma chopana de nuvens azuis,
para renascer e conjugar o prazer,
gastando nossos dias, em ilhas cercadas e mar.

Eu estou presente. Você está presente
Ausente só a sofreguidão,
E no refrão ventos tocam-me;
Raios e Tempestades

Para rimar o habitar - garças, gaivotas, colibris e cegonhas azuis
[para combinar
Animais silvestres pr'a florestar

Sem nostalgia. Na artéria da poesia - desprende-se ecoar-deleite
São vozes? sim, são vozes! ultra-macias sem choque ladeadas de cetim...

Agora só resta-me o amor a encontrar-te, e embalsamar-te.
Em sonhos e realidades.

Por: Rossivalter Teixeira de Almeida


*Poema inspirado por "só pseudopoema".

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"só pseudopoema"


Ela tem voz de Ringo, para mim é macia
Como veludo, bonde-telefone
Nunca causou choque, nem vai
Me aperta, morde, puxa, torce
Violência-arte. Ultra-violência

Manda plantar
Que eu vou morar
Em um lar de areia bem firme e sólido
Podendo habitar dois ou mais
Desta eu quero e não vou ficar atrás

Tudo que existia já passou
Havia tudo: carro vermelho, barco amarelo e avião violeta
[para combinar
Sem nada fico sem o não feliz. Com ela fica feliz
Agora só nos resta esperar
Que sem o ança da lembrança, nada é.